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Derrota trumpista. Fora o baile.
Arte: Marcelo Chello
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Derrota trumpista. Fora o baile.

Redação TixaNews · 4 min de leitura

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Foi uma derrota tão grande sofrida pelos Republicanos nos Estados Unidos, nas eleições de meio de mandato, que nem nosso querido orange Donald J. Trump (J de João, juro) conseguiu alegar fraude desta vez. Só restou a ele fazer a egípcia e falar hoje do seu salão de baile. Foi uma derrota (ou vitória, depende do ponto de vista) do tipo “nunca antes na História”. Os entendidos já dizem que o que aconteceu nos Estados Unidos é uma continuação do que começou no Brasil: um cansaço da extrema direita. Se segura, BRASEW. 

O Flavitcho neste momento deve estar pensando o que ele foi fazer nos Estados Unidos logo agora. Tão mais fácil ter ido para a Argentina. 

Donald J. Trump saiu enfraquecido das eleições pois os Democratas ganharam o Senado e a Câmara dos Representantes (vulgo Câmara dos Deputados). Ganharam grande. “Foi um tsunami eleitoral: um colapso completo da coalizão republicana e a maior vitória de qualquer partido em meio século”, escreveu Nate Cohn, analista de política do New York Times. 

E o que é ainda pior para os Republicanos é que os Democratas venceram em estados que há décadas eram dominados por eles. Casos do Texas e do Kansas. “E eles não apenas conseguiram vitórias — ganharam grande, inclusive por dois dígitos no Texas”, disse Nate.

Mas o que que deu? 

Muito tarifaço, muito ICE (a polícia migratória prendendo quem visse pela frente), muita inflação, muita guerra, muita suspeita de corrupção. Estima-se que Trump tenha ganhado US$ 2 bilhões neste mandato, seja nas criptomoedas, seja negociando ações com informação privilegiada, afinal ele é o presidente. E assim ele foi perdendo votos dos jovens, dos hispânicos e por aí vai.

A corrupção foi um grande tema por lá e por isso mesmo já tem gente dizendo que um outro senador reeleito na Geórgia, Jon Ossoff, que foi quem melhor usou esse discurso, começa a despontar como um possível candidato a presidente. 

E as urnas mostraram também que querem diversidade. Foi eleito o primeiro senador muçulmano, o primeiro homem declaradamente gay eleito senador, a primeira governadora indígena, a primeira governadora mulher negra e por aí vai. 

Uma curiosidade. Na última década, o Brasil reproduzia o que acontecia nos Estados Unidos. Trump ganhou em 2016, Bolsonaro ganhou em 2018. Trump perdeu em 2020 e fez o 6 de janeiro. Bolsonaro perdeu em 2022 e fez o 8 de janeiro. Trump ganhou em 2024, mas daí o Lula virou e tirou o Flavitcho Bolsonaro em 2026. Aí a virada seguiu para os Estados Unidos. 

Há quem analise que agora está como o Trump gosta, vai dobrar a aposta e brigar com gosto com o Congresso. Pode ser. Mas hoje ele chamou a imprensa para falar do seu salão de baile. Sim, Trump está reformando o salão de baile. 

O DJ Vance, digo, JD Vance, que é o vice-presidente, já correu a dizer que a culpa era da guerra do Irã. Ele sempre foi contra a guerra do Irã e inclusive recomendou fortemente a Trump que não fosse para essa guerra, que os EUA não tinham nem armas suficientes. Imagina se alguém vai querer apoio do Trump nas próximas eleições… Vale notar que Trump até disse que pode ser que tenha sido a guerra, mas que ele não se arrependia. E que o problema mesmo era que a foto dele não estava nas cédulas dessa votação. 

Os Republicanos já disseram que foi culpa do governo Trump (ah, vá). Como eu disse mais acima, tarifaço, ICE, guerra e otrascositasmas. 

O Bibi

Um dos articuladores da guerra foi Benjamin Netanyahu, conhecido como Bibi, amigo da extrema direita mundial e que levou Trump para o combate armado no Irã (foi tanto empenho que chegou a dar declarações de que Trump merecia o Nobel da Paz). Mas nem o Bibi está conseguindo vencer as suas próprias eleições. Lá em Israel existe o regime do parlamentarismo, então não basta ter mais votos, precisa formar governo com os outros partidos. Até agora ninguém conseguiu a proeza. Já tem mais de uma semana e nada ainda do resultado. 

Voltemos para o BRASEW.

JERÔÔÔÔÔNIMOOOO

E aí, como quem não quer nada, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, do PT, soltou essa hoje no Globo: que não necessariamente o candidato para 2030 precisa ser do PT e já lançou o Alckmin. Malandro é o gato, já diria o Sr. MiAlckmin. O melhor vice do mundo, segundo Lula. Não podemos deixar de lembrar que Lula deu muito crédito para Alckmin na vitória de virada. Mas o próprio Jerônimo lembra que nem os ministros foram escolhidos. Todos sabemos que um ministro da Fazenda que faça e aconteça sempre é bem cotado também para ser o candidato lá na frente. 

Maioridade

Luiz Inácio pediu, Alcolumbre atendeu e parou a discussão sobre a maioridade penal. Havia uma expectativa de que o assunto entrasse em pauta já que foi retirado da PEC da Segurança Pública. No roteiro oficial, Davizito disse que foi um pedido de Huguito Motta, o dono da Câmara frigorífica. Já tem um projeto sobre isso na Câmara. Fato é que, depois da vitória de ontem no Senado, Lula não queria perder essa. A oposição queria que a maioridade caísse para 14 anos nos crimes hediondos, mas a esquerda só aceita 16 anos. 

Davi x Tereza x Rogério

E a disputa pela cadeira máxima do Congresso, que hoje é de Davizito, segue firme. Hoje ficou claro que teremos Tereza Cristina, pelo PP, disputando a vaga e Rogério Marinho, pelo PL. Mas já sabemos que nossa estrela mor tenta atrair Tereza. O que se comentou muito hoje é que na reunião do PL, que confirmou o nome de Rogério Marinho, quem não apareceu foi Michelle Bolsonaro. Ela gosta mais da Tereza. 

E eu gosto mais mesmo é de vocês e dos recadinhos que chegam todos os dias. Até Floripa reapareceu hoje lá no Pix. 

E se a sua parede também tem lagartixa, manda um Pix. 

PIX: 49875575000147

Acorda, BRASEW!

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