Para hoje temos tigela com J, Gilmar com J, Sérgio Cabral com J e um esquema de venda de declarações do IR por 250 pilas. Sim, 250 pilinhas. Não é 250 mil, não. É o jeitinho, BRASEW.

O supremo Gilmar Mendes, com toda a calma e serenidade do mundo, do alto de sua cadeira suprema, explicou a quem quisesse ouvi-lo que os jornalistas que cobriram a Lava Jato eram ghostwriters de Sergio Moro e que talvez o ex-juiz precisasse mesmo de um ghostwriter por não saber se tigela se escreve com J ou com G. Um dia depois, uma coisa ficou evidente. Gilmar se escreve com J de Jeitinho. Se segura, que a treta é suprema.

A treta é a seguinte. Lembra que a CPI do Crime Organizado mandou quebrar o sigilo da empresa dona do Resort Tayayá, a Maridt, que pertence ao supremo Dias Toffoli???? Hoje, os advogados da tal empresa entraram com uma ação no Supremo e, com aquele jeitinho básico, o caso caiu nas mãos do supremo Gilmar Mendes. Como se deu o jeitinho? Gilmar ressuscitou um caso que estava arquivado desde 2023, referente ao site conservador Brasil Paralelo, que tratava de uma quebra de sigilo da CPI da pandemia. Sim, darling, da pandemia.

Na época, Gilmar considerou que não se podia mesmo quebrar o sigilo, e, por isso, agora o ministro supremo argumentou que a defesa da Maridt fez bem em se associar àquele processo paralelo, que tinha tudo a ver. Na prática, o jeitinho impediu que o caso fosse distribuído por sorteio e, assim, caísse, sabe-se lá, nas mãos de qual ministro. Mas qual foi a decisão do Gilmar? Que a CPI não pode quebrar o sigilo do Toffoli, digo, da Maridt, dona do Tayayá.

Gracias, Gilmar com J.

Para os perdidos. O argumento da CPI do Crime Organizado para ir atrás dos irmãos do Toffoli e do Tayayá era o fato de que, lá atrás, a empresa teve negócios com um fundo administrado pela Reag, ligada ao Master e que pode estar ligada ao PCC, segundo a Operação Carbono Oculto. Digamos que a CPI também anda toda trabalhada no jeitinho com G.

Te amo

E começaram a surgir notícias sobre o relatório da Polícia Federal sobre a investigação do Bacellar, o Rodrigo, que é ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, que foi preso por conta de vazamentos de operações que iriam pegar o TH Joias, um deputado. Bacellar era ligado ao desembargador Macário Júdice, que era quem dava as autorizações da operação da polícia contra o CV. A PF diz que Bacellar era a liderança do núcleo político do CV. Não, darling, não é CV de currículo, é CV de Comando Vermelho.

Mas tem mais. Também ficamos sabendo que o Sérgio Cabral, sim, o ex-governador dos cariocas, pediu ajuda ao Bacellar para que ele intercedesse junto ao Macário para que um processo por improbidade administrativa saísse da pauta de julgamentos. Adivinha??? Sim, o caso saiu da pauta. Aí o Cabral mandou mensagem para o Bacellar: te amo. (Não confunda com aquelas mensagens em que Bacellar também escreveu te amo, mas para o Macário.)

Ah, e o tal Macário, quando foi pego pelo Xandão por vazar operações contra o deputado TH Joias (que era parça do Bacellar), procurou sabem quem? quem? quem? Michel Temer, para ver se nosso ex dava uma amaciada no supremo Xandão.

Esse povo tem uns nomes que ajudam bem o roteirista do Brasil, né?

Vende-se por 250 pilas

Hoje, O Globo e o Metrópoles revelaram que o vazamento de dados de familiares dos supremos Xandão e Luiz Fux foi feito por dois funcionários terceirizados de uma agência da Receita Federal em Laranjeiras e que, há anos, vendiam dados da Receita para quem pagasse 250 pilas. À própria Receita, os sujeitos disseram que venderam a declaração do imposto de renda da Vivi Barci (a esposa do Xandão, que tem aquele contrato com o Master de 130 milhões de reais) e a de Rodrigo Fux (filho do Fux) por 250 pilas cada uma. Como eram dois os envolvidos, 150 ficavam com o servidor e 100 reais com um atendente. Mas eles garantem que o povo dava apenas o número do CPF, e eles acessavam os dados. Nem sabiam de quem se tratava. Aí, ó, mais uma facilitada para os roteiristas do Brasil.

Freando a caga.., sorry pelo francês.

A gente não falou aqui que o Haddad, nosso Fernandinho cabelo, estava, mais uma vez, cometendo o mesmo erro da taxa da blusinha, querendo taxar smartphone? Bem em ano eleitoral? Então, parece que o povo percebeu a cara da caga…, desculpe meu francês, e voltou atrás. Não vai ter mais taxa do smartphone.

Enquanto isso, nas Minas Gerais…

Parece que o Rodrigo mais alto do Senado cedeu aos desejos de Lula e vai mesmo ser candidato a governador em Minas. O mais curioso é a notícia de hoje de que ele já anda conversando até com o PSDB do Aécio Neves. Olha ele!!!!

E é isso, BRASEW, bora pra esse fim de semana, porque não aguentamos mais notícias.


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