Lula estava todo trabalhado no discurso eleitoreiro de vamos pegar os “Magnatas da Corrupção” e, de repente, não mais que de repente, seu filho Lulinha vira investigado no Supremo e no Congresso por envolvimento com os nada magnatas que roubavam o dinheiro dos aposentados. A gente que lute, BRASEW.


A treta é a seguinte. O governo tem maioria na CPI do INSS e hoje levou um olé da oposição, que conseguiu aprovar a quebra do sigilo bancário do Lulinha. Coisa de quem não lê direito os tais regulamentos. Acho que nunca escrevi isso aqui, mas, para você ter poder no Congresso, você precisa conhecer os regulamentos de frente para trás e de trás para frente, e de todo jeito. Todos os grandes poderosos do Congresso sabem manejar os regulamentos como ninguém. Aí o povo do PT achou que estava tudo bem e levou o tal olé. Foi a maior confusão. Tipo vale-tudo. Teve socos e tudo.

Correram para o Davi Alcolumbre, a estrela mor do Senado, pedindo anulação da votação e coisa e tal. (Alcolumbre, que está lá só pensando no Master, deve estar com uma boa vontade…)

Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, nada disso fez diferença, porque a notícia quente de hoje é que, com CPI ou sem CPI, o Supremo, André Mendonça, já tinha autorizado a quebra do sigilo do Lulinha em janeiro para investigar se ele teve, de fato, envolvimento com o caso do INSS. Existe uma desconfiança da Polícia Federal de que Lulinha possa, eventualmente, ser um sócio oculto do chamado “careca do INSS”. Tem mensagem de zap, tem passagem aérea em avião, tem de um tudo.

E, para quem não lembra, Lula disse em entrevistas que, se Lulinha tiver culpa, terá que enfrentar isso. Ao UOL, Lula disse que disse para Lulinha bem assim: “Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda”. Em nenhum momento Lula disse que Lulinha disse que seria inocente.

Enfim, tem um Lulinha aí no caminho do Lula.

E, assim, a direita vai terminando uma semana cheia de notícias boas para eles mesmos, apesar de ter começado com o que parecia ser uma implosão dos bolsonaristas (era briga com Michelle, com Dudu, com todo mundo). No fim, Flávio conseguiu reverter, mostrando como está articulando os estados, subiu na pesquisa divulgada pela Atlas/Bloomberg e agora os bolsonaristas emplacaram a quebra do sigilo do Lulinha. E Lula ainda está lutando com a péssima imagem da história do desfile da Acadêmicos de Niterói. E agora o PT diz que fez um levantamento que mostra que 55 apoiadores de Flavitcho impulsionam publicações contra Lula nas redes sociais após o desfile. A revelação dessa história foi feita pelo Estadão.

Haddad foi para o sacrifício

E eis que Haddad, nosso Fernandinho Cabelo, vai ser de fato candidato ao governo de São Paulo. Isso significa que a vice-presidência deve estar garantida para Alckmin. O que acontece é que Lula precisa de um palanque forte em São Paulo. Quando a gente diz que precisa de palanque, significa que o candidato precisa de um candidato forte para governador e ao Senado. Então, não sobrou muita alternativa para Haddad. O que se encaminha é que Haddad deve ser candidato a governador e Marina Silva e Simone Tebet serão as candidatas ao Senado. Marina precisa mudar para o PT e Simone deve mudar para o PSB. E assim vamos para um Tarcísio x Haddad, de novo, em São Paulo. Acho que o Haddad vai precisar ir à padaria hoje comprar um pão doce.

Supremo x Supremo

E eis que o Supremo, André Mendonça, está todo trabalhado em derrubar várias decisões esquisitas do Supremo, Toffoli, no caso do Banco Master. Derrubou os peritos da Polícia Federal que eram de confiança do Toffoli e agora decidiu que o Coaf (aquele órgão que faz inteligência financeira sobre movimentações bancárias) pode voltar a fazer o trabalho dele. (Sim, parece que o Toffoli tinha decidido que qualquer coisa que o Coaf fizesse tinha que ir diretamente para ele). Enfim, o caso Master, como todos já sabemos, pega o Centrão em cheio, e a nossa estrela mor do Senado anda muito preocupada com essa questão.

Mas, se de um lado Mendonça derruba as decisões do Toffoli, do outro dá uma aliviada na tensão familiar. O supremo ministro André Mendonça decidiu que os irmãos do Toffoli não precisam prestar depoimento na CPI do Crime Organizado. Como contamos aqui ontem, a CPI do Crime Organizado resolveu convocar a maior galera que tem a ver com o caso Master.

E é isso, foi curto e grosso hoje, BRASEW.


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