Davizito fez mágica no Congresso hoje. E o deputado júnior virou herói da direita. O banqueiro das festinhas pagou todo mundo, literalmente todo mundo. Galípolo defendeu o gostosão geral da república e se arrependeu na hora. A galera das leis inventou mais um penduricalho. E o Rio? Continua lindo mas sem governador. Habemos delator no rolê do INSS… e muito mais. Vem ler!

A treta é a seguinte.

Davi Alcolumbre, nossa estrela-mor do Senado, acordou nesta quinta-feira com uma missão impossível — e cumpriu. Num único dia, o Davizinho fez três movimentos em direções completamente opostas e ainda assim ficou de pé.

Primeiro ele pautou a sessão do Congresso para o dia 30 de abril para votar o veto de Lula ao PL da dosimetria. Aquele projeto que reduz as penas dos golpistas do 8 de Janeiro e que acaba beneficiando o ex-mito. A oposição estava na jugular. Daí o Nikolas Ferreira, nosso deputado júnior, tinha ido pessoalmente conversar com Alcolumbre ontem e saiu de lá confiante. E hoje… bingo.

Alcolumbre também marcou para o dia 29 de abril a sabatina do Messias. Não aquele Messias, o Messias do Lula, o que quer ser o novo ministro supremo — nem sei mais desde quando, parece que já faz uns 10 anos que ele foi indicado. Agora que foi um bate e assopra no governo, isso foi. Hein, Davizito?

Por último o mais elegante, darling: a sessão do dia 30 foi convocada com pauta única. Só o veto da dosimetria. Ponto. Sem leitura de requerimentos, sem CPIs, sem confusão. Ou seja: a oposição ganhou a votação que queria, mas não ganhou o espaço para protocolar a CPI do Master na mesma sessão. Porque, né? Malandro é malandro e mané é mané.

Ahã, claro, claro. Pauta única por amor à democracia.

Por falar em estrela

Nikolas deu pulinhos de alegria com a decisão de Alcolumbre de pautar o rolê da dosimetria. Segundo ele disse à Folha: "...o penúltimo passo foi dado." Agora, quem fez questão de exaltar o desempenho do garoto foi a Michele Bolsonaro, que correu postar uma foto dele com Davizito e na legenda um "Grande Nikolas". No PL já dizem que esse veto será derrubado e vai tudo pra conta do Nikolas. Queria ser uma lagartixa pequenina para ver a cara do Flavitcho, do Dudu e do Carluxo.

Valdemar Voldemort que lute.

Quem quer dinheiro?

Definitivamente Vorcaro, o banqueiro do fim do mundo, não economiza nas comemorações.

Em 2024 foram uns 11,5 milhões de doletas (uns 65 milhões de reais) para bancar eventos internacionais de altíssimo padrão. O cardápio incluía jatinhos para Brasília, shows com dançarinas, troféus de cristal, degustação e distribuição de uísque. E otrascositasmas.

E os eventinhos? Teve no Brasil, teve em Londres, teve em Nova York, além dos convescotes no Gilmarpalooza, em Lisboa.

Mas as festinhas eram só o aperitivo, darling.

O Master pagou mais de R$ 500 milhões a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025. Quem adivinhar qual escritório levou a maior bolada ganha um Black Label na caixa. Sim, foi pro escritório da Vivi Barci, a digníssima do Xandão. Mais de 80 milhões de reais em 2 anos.

Mas teve também o povo das notícias no meio desse vuco-vuco, BRASEW. O portal Metrópoles, do ex-senador Luiz Estevão, durante as negociações com o BRB, recebeu uns 27 milhões. Pera, vamos listar os outros:

. R$ 14,5 milhões à empresa do ex-governador Marconi Perillo. . R$ 1,1 milhão para a empresa do pai do ex-ministro Silvio Costa Filho. . R$ 5,1 milhões ao ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola.

Fora a grana paga para nosso ex-ex Michel Temer, para o Antônio Rueda (presidente do União Brasil), para o ex-ministro Guido Mantega e para o ex da Justiça de Lula, nosso Lewandas Lewandowski.

E sabe o Marcos Molina, dono da MBRF (fusão da Marfrig com a BRF, um dos maiores frigoríficos do país), aquele mesmo que contamos ontem por aqui que deu carona no jatinho que pertencia a uma empresa onde Vorcaro era sócio, para o supremo Gilmar Mendes? Pois é, ele aparece em documento do Coaf sobre o Master, porque a empresa dele recebeu mais de R$ 400 milhões do Master em oito meses. A MBRF disse que o Master era só mais um banco com quem operava câmbio. Então tá, né?

Tixa do céu, esse Coaf não é aquele que o Xandão mandou parar com essa coisa chata de ficar investigando?

Deu ruim, Galípolo

Justamente no dia em que o escândalo do Master estava em cada manchete, cada coluna e cada grupo de WhatsApp do Brasil, a galera lembrou que Galípolo, o presidente do BC, tirou da reta o nosso ex-gostosão geral da República, digo, ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto. Bom, nem preciso dizer que o governo e o PT torceram o nariz, né?

A estratégia do governo desde o início era usar Campos Neto como o vilão da história, sendo o homem que estava lá quando tudo desandou. Galípolo era a virada de página, o BC de confiança, o novo começo. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo… o presidente do BC foi lá e disse que o predecessor não tinha culpa.

O Sidônio que lute.

Penduricalhos, a saga

O CNJ e o CNMP formaram maioria para aprovar que magistrados e membros do Ministério Público podem receber além do teto constitucional de R$ 46 mil.

Para quem não lembra: o STF decidiu no mês passado que o teto poderia ser ultrapassado em até 70% do subsídio e pediu ao CNJ e ao CNMP que detalhassem quais seriam essas verbas. Os conselhos chegaram com a lista: auxílio-saúde, diárias, ajuda de custo por remoção, indenização por férias não gozadas, gratificações por acúmulo de função. Mas resolveram meter no meio também o auxílio-moradia (cuja suspensão havia sido determinada pelo próprio Supremo) e uma novíssima gratificação de proteção à primeira infância e à maternidade, equivalente a 3% do subsídio por dependente de até seis anos.

Bom, Fachin, nosso master supremo ministro (ops, falei master, não Master, ok?) que também preside o CNJ, garantiu que a resolução "não cria novos benefícios". Apenas organiza. Só dá clareza. É tudo muito técnico.

Ahã, claro, claro.

Camisotti canta

Saiu a primeira delação do rolê das fraudes no INSS contra os aposentados. É do empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro sob suspeita de liderar o esquema de desvios. Ele explicou a sistemática das fraudes e relatou suspeitas envolvendo dirigentes do INSS e políticos.

O acordo foi enviado ao nosso terrivelmente supremo André Mendonça para homologação. Camisotti quer prisão domiciliar como parte do trato. Corre a boca pequena que o nome do Lulinha não deve aparecer na delação — já o de outras figuras da política…

O Rio de Janeiro continua… sem governador

O supremo Dino pediu vista no julgamento que decide como o Rio de Janeiro vai escolher seu próximo governador após a renúncia de Cláudio Castro. Mas antes de interromper, quatro ministros já votaram: André Mendonça, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Fux são a favor de eleição indireta. Zanin quer eleição direta. Placar parcial: 4 a 1. Enquanto isso os cariocas continuam nas mãos do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio.

Sai Carminha, entra Nunes

A suprema Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, antecipou sua saída e marcou para o dia 14 a eleição do substituto, o supremo Nunes Marques. Ela disse querer "equilíbrio e calma" na transição e que uma mudança de direção muito próxima do período eleitoral "compromete a tranquilidade administrativa" da Corte.

Nunes que lute!

Caiado com Leite, sem açúcar.

Eduardo Leite, o governador do RS que foi deixado de fora da disputa pela presidência pelo PSD do Kassab, se encontrou com o Caiado, o Ronaldo ex-governador de Goiás que foi o escolhido para a disputa.

Para os perdidos: quando o PSD escolheu Caiado, Leite disse que o apoio iria "depender" do que o goiano fosse defender. O famoso "que se lasque".

No encontrinho, o gaúcho afirmou que "continua discordando da leitura de cenário feita pelo partido" — ou seja, segue achando que a escolha foi errada — mas que isso "em nada diminui o nome ou a biografia de Caiado". Entregou uma carta com temas que espera ver debatidos na campanha e se ofereceu para ajudar. Foi de uma empolgação a la bicho preguiça depois do sono. Já o Caiado, querendo mostrar que tá tudo bem com seus 5% nas pesquisas, disse que com certeza vai ter o Dudu Leite com ele em Brasília.

Cada um acredita no que quiser.

Parece mentira

Pra encerrar, Jorginho Mello, o governador da grande Santa Catarina, sancionou uma lei que permite que pais e responsáveis proíbam a participação dos filhos em "atividades pedagógicas de gênero" nas escolas. Atividades como aquelas que abordam "identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual, igualdade de gênero e assuntos similares", never more.

E adivinha quando ele sancionou a tal lei? 1º de abril!

Bora dormir, BRASEW, que o amanhã é uma caixinha de surpresas.


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