O Congresso aprovou um monte de gastos e novos cargos de servidores públicos, mas o que chamou mesmo a atenção foram os benefícios aprovados para servidores da Câmara. Trabalha 3, folga 1, ou pede indenização. Tá bom pra vocês? E ainda querem expulsar Bolsonaro do Exército (sim, darling, ele ainda é do Exército), o Lula vai pular carnaval e a costura de um acordão para não ter CPI nenhuma, nem do Master, nem do INSS, nem nada, com Supremo com tudo. Socorro, BRASEW!!!!
A treta é a seguinte: enquanto o trabalhador brasileiro fica na esperança de que, quem sabe, um dia, talvez, o deputado Hugo Motta, chefe da Câmara Frigorífica, bote para votar o fim da jornada 6x1, o Congresso aprovou mesmo, a toque de caixa, o sistema 3x1 para servidores comissionados da Câmara. Só para servidores comissionados, não é pra galera toda, não. Funciona assim: o servidor comissionado que trabalha na Câmara terá direito a essa gratificação que prevê um dia de licença para três trabalhados. Isso, trabalha três, folga um. Mas o servidor poderá pedir o dinheiro em vez da folga. Se ele preferir o dinheiro, poderá ganhar até uns 77 mil reais por mês. Olha que beleza. O projeto já foi para sanção presidencial.
No Senado, alguém até tentou questionar se era isso mesmo. Ao que, gentilmente, o senador Davi Alcolumbre, nossa estrela mor do Senado, lembrou que aquela casa já havia aprovado propostas semelhantes para os servidores daquela casa, do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Poder Judiciário. Sim, darling. Já tem gente em cargo de comissão fazendo 3x1 no Senado, no Tribunal de Contas e no Poder Judiciário. É o que Fábio Porchat chamaria de mamatinha.
Aí depois eles vão discutir reforma administrativa, mas pergunta se eles vão mexer nessas gratificações ou na carreira de quem já ganha mal na carreira pública?
Outros projetos foram aprovados para criar uma instituição federal na Paraíba, em algumas agências reguladoras, reestruturar carreiras do Executivo e aumentar salários dos servidores do Senado (já estão prevendo aumento de até 76% para algumas categorias). O impacto previsto no orçamento público para 2026 é de R$ 4 bi.
Pede pra sair
O Ministério Público Militar está pedindo que a Justiça Militar expulse Bolsonaro, três generais e o almirante condenados por tentativa de golpe de Estado das Forças Armadas. Sim, darling, Bolsonaro continua sendo do Exército. Ele passou por um processo de expulsão há dez mil anos atrás, mas acabou que não foi expulso. As apostas são de que, dessa vez, ele vai. Mas os bolsonaristas otimistas acreditam que isso é bom pra campanha, porque Flavitcho pode sempre usar o bordão da perseguição política.
Acordão
A Andrea Sadi, da GloboNews, noticiou hoje que está em curso, em Brasília, a tentativa de um mega acordão entre Congresso, governo e Judiciário para que não tenha mais CPI, nem do INSS, nem do Master. A do INSS, que apura a tungada no salário dos aposentados, já está em andamento. A do Master nem foi instalada ainda. Parece que pode sobrar para tudo quanto é lado, como já falamos exaustivamente por aqui. E, juntando as duas, fica aquela coisa: se a pessoa não está sendo investigada em uma, poderá ser investigada na outra.
De qualquer forma, a CPI do INSS segue e quer falar com Daniel Vorcaro, o dono do Master. Era para ele ir nesta semana, mas a defesa alegou doença. Daí o Dias Toffoli — sim, o supremo Toffoli — autorizou que Vorcaro compareça na quinta de carnaval. E ainda prometeu para o presidente da CPI que vai liberar os documentos sigilosos do Vorcaro (lembra que essa foi uma das decisões polêmicas de Toffoli? Ele proibiu o acesso da CPI aos dados sigilosos de Vorcaro e disse que só o Alcolumbre poderia ver). O senador Carlos Viana, que é o presidente da CPI, acreditou no Toffoli.
Oi, Alcolumbre
Por falar em Master, teve operação da Polícia Federal hoje que prendeu o ex-presidente do Rioprevidência, que autorizou o investimento de R$ 1 bilhão do fundo dos servidores aposentados do estado do Rio em títulos do Banco Master (quando já se sabia que o banco não ia bem). E não esqueça que a indicação sempre é do governador. Nesse caso, o Cláudio Castro.
A propósito, longe de mim fazer intriga, mas teve um fundo de previdência dos servidores do Amapá que, proporcionalmente, investiu muito mais do que o Rioprevidência no Master. E adivinha quem era do conselho? Irmão do Alcolumbre. Fora que o governador do Amapá é tão aliado do Alcolumbre que, dia desses, se filiou ao partido do presidente do Senado, o União Brasil.
É ritmo de festa…
Todo dia é uma notícia nova de Lula num carnaval. Outro dia foi a de que ele vai para o Galo da Madrugada, no Recife. Hoje é a de que vai ver o desfile do primeiro dia do grupo especial na Sapucaí, porque será homenageado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói.
Vocês fiquem aí, que eu vou ali reivindicar meu 3x1, BRASEW.
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