O supremo Xandão mandou a PF na casa de um jornalista por causa de um carro. E tem assessor do Trump que quer Magnitsky de novo pro Xandão, barrado de visitar nosso ex na Papudinha, pelo próprio Xandão. A confiança no Supremo segue caindo. Lula imitou Bolsonaro e zerou tributos de combustível em ano eleitoral. E a Tebet vai pro Senado de São Paulo. Se segura, BRASEW.


A treta é a seguinte. Na terça-feira, a Polícia Federal foi à casa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Blog do Luís Pablo, no Maranhão. Levou celular. Levou computador. Tudo por ordem do supremo Xandão, dentro do famoso inquérito das fake news — que no dia 14 de março completa, pasmem, sete anos aberto sem prazo de encerramento.

O crime? O jornalista publicou que o supremo Flávio Dino estaria usando um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão para rolezinhos privados em São Luís — um SUV com placa reservada, abastecido com dinheiro público do próprio TJ-MA, segundo o blog.

Na decisão, o nosso xerife supremo apontou suspeita de crime de perseguição e disse que o blogueiro teria se valido de "algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos". A PGR concordou. Dino disse que a equipe dele foi alertada ainda em 2025 sobre "monitoramento ilegal dos seus deslocamentos". A nota do gabinete disse só que tem um acordo entre STF e tribunais para os ministros usarem os carros. O jornalista disse que seguiu a prática jornalística de sempre.

Todo mundo se manifestou com preocupação. A Abraji foi direta: a ordem "coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros". Interpretando a nota da Abraji: hoje é com um jornalista de um blog do Maranhão, amanhã com a Malu Gaspar. Perigo! Perigo!

Para os perdidos. O inquérito das fake news foi aberto em 2019 para apurar ameaças contra o Supremo. Desde então, cresceu, se ramificou, prendeu gente, buscou gente, e agora chegou num blogueiro do interior do Maranhão que escreveu sobre um SUV.

O cara que quer botar Xandão de volta na Magnitsky foi barrado por Xandão

Darren Beattie é o assessor do DOJ americano designado para monitorar o supremo Xandão. É ele quem articula a volta do ministro à Lei Magnitsky — aquela sanção que no ano passado congelou ativos do ministro supremo e da Vivi Barci nos EUA. Em dezembro, Trump aliviou e retirou as restrições.

O tal Darren já chamou o ministro de "principal arquiteto do complexo de censura e perseguição" contra Bolsonaro. Pois este mesmo senhor veio ao Brasil, oficialmente, para uma conferência sobre minerais críticos. Daí, os advogados do Bolsonaro aproveitaram e pediram a Xandão que autorizasse Beattie a visitar o ex-mito na Papudinha. Mas note que foram os advogados de Bolsonaro. Não o Darren. Xandão autorizou para um dia que Darren não estaria mais aqui. Além disso, o Itamaraty melou o rolê e explicou que visitar Bolsonaro nunca constou da agenda oficial do gringo e que a embaixada só foi atrás de reuniões diplomáticas em Brasília depois de ser questionada.

Azedou o pé do frango e Xandão revogou tudo. O homem que quer sancionar Xandão foi barrado pelo próprio Xandão. Quer roteiro melhor? O chanceler ainda lembrou ao STF que visitas de funcionários estrangeiros a ex-presidentes presos em ano eleitoral podem configurar "indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro".

O STF no chão da pesquisa

A Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 6 e 9 de março e o resultado não é para os fracos, darling. A confiança no Supremo caiu de 50% para 43% desde agosto. A desconfiança subiu para 49%. Sete pontos em menos de sete meses. 72% concordam que o Supremo tem poder demais. 59% acham que há aliança entre a Corte e o governo Lula. 66% dizem que é importante votar em senadores favoráveis ao impeachment de ministros supremos. E 40% acham que o escândalo do Banco Master afetou "todos eles" — Supremo, governo, Congresso, Banco Central.

Elon x Xandão, again

Musk Siberiano respondeu a uma publicação de Glenn Greenwald sobre as ligações de Xandão com o banqueiro das festinhas de Trancoso e disse que a prisão do ministro supremo "está a caminho". O Elon agora manda na Justiça brasileira? Mas só para lembrar do que Glenn estava falando: a PF detectou mensagens de WhatsApp trocadas entre Vorcaro e Xandão justamente no dia 17 de novembro de 2025, quando a primeira ordem de prisão contra o banqueiro foi cumprida. Moraes disse que as mensagens não foram para o telefone dele. O código-fonte do programa da PF põe em xeque essa versão, segundo o Estadão.

Déjà vu na bomba de gasolina

E o Lula, hein? Que anunciou hoje um pacote para zerar imposto sobre o diesel até o fim do ano, a um custo de R$ 20 bilhões, mais um subsídio de até R$ 10 bilhões para produtores e importadores. Mas ele prometeu arrecadar esses 30 bi cobrando 12% de imposto sobre a exportação de petróleo. Ahh, bom!

E qual o principal medo do governo? Greve de caminhoneiros, darling. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, lá em 2022, Bolsonaro fez quase a mesma coisa por conta de toda a treta da invasão da Ucrânia pela Rússia, que fez o barril do petróleo ficar acima dos US$ 100, em pleno ano eleitoral. Dessa vez é a guerra no Irã, e o barril já está acima dos US$ 100, também em pleno ano eleitoral.

Fernandinho Cabelo, aliás, recomendou a Lula que não fizesse nada drástico; pelo visto não adiantou nada.

E essa aqui?

O suplente do Alcolumbre foi flagrado pela Polícia Federal tirando R$ 350 mil em cash do banco e entrando num carro de uma empresa que pertence a primos do nosso Davi. Segundo o Lauro Jardim, o relatório do flagra está numa investigação que apura fraudes no Dnit.

Tebet vai pro Senado

Simone Tebet, nossa She-Ra do Pantanal, confirmou que vai disputar o Senado por São Paulo a pedido de Lula — e também do Sr. Mi Alckmin, que fez o mesmo apelo. Ela deve deixar o Ministério do Planejamento até o fim de março. Bruno Moretti, da Casa Civil, assume a cadeira.

No Datafolha desta semana, em cenário sem Haddad, Tebet aparece com 25% das intenções de voto ao Senado em SP, atrás de Alckmin (31%). Marina Silva, Márcio França e Boulos aparecem logo atrás.

O MDB dela apoia o Tarcísio em São Paulo, então ela deve pular para o PSB. "Política é missão", disse ela.

O Sidônio que lute! E nós vamos dormir, BRASEW!


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