Tô p. da vida. Tô vendo a gente tão pra baixo. Num baixo-astral, num cambalacho!!!!!! Se segura, BRASEW, que baixou os anos 80 na redação. Tudo para registrar o estado de espírito do Xandão, que não curtiu, não gostou e está indignado com quem não quer que ministros supremos cobrem por palestras. Dois dias depois de o Fachin dizer que a Cármen Lúcia vai fazer um Código de Ética, Xandão e Toffoli mandaram uma data vênia. E se você não conhece a letra da música que abre esta newsletter mara, é porque você não sabe o que é ter vivido em um mundo em que ninguém filmava ninguém e onde nada ia parar nas redes sociais.
A treta é a seguinte: o Supremo retomou hoje o julgamento de umas ações contra uma resolução de 2019 do CNJ que estabelece regras e limites para os magistrados em suas publicações nas redes sociais. O placar está 5x0 para manter a tal resolução e, daí, durante o julgamento, Xandão resolveu dar uma estrilada com a imprensa.
Ele disse que é absurdo o que os inimigos do Supremo estão fazendo ao tentar colar a notícia de que os ministros liberaram o julgamento de ações por um magistrado, mesmo que ele tenha parentes envolvidos. “Mas, de forma absolutamente indigna, parte dos agressores a este STF, e com apoio lamentável de parte da mídia, vem repetindo esta mentira".
Nosso xerife-geral da República ainda disse que a magistratura é a carreira pública mais ingrata, já que os juízes só podem dar aula e umas palestrinhas. E até isso andam demonizando. Ô dó. Só não explicou por que a gente precisa pagar passagem de avião, hotel e uma dúzia de seguranças quando eles resolvem dar umas palestras na Europa em evento que só tem brasileiro. Aliás, Vorcaro costumava usar o banco Master para patrocinar alguns desses eventinhos.
E Xandão também ficou indignado com essa discussão sobre ministro não poder ser sócio de nenhuma empresa. "Ah, é acionista do banco? Então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro?"
Já o supremo Toffoli, que é o relator do caso do Master, também resolveu se manifestar:
“Vários magistrados são fazendeiros, são donos de empresas” (de resorts).
Ele não falou em resorts, darling, mas não consegui resistir, BRASEW. Me perdoa.
Eis a conclusão que a gente tira dessas manifestações primorosas: esses supremos ganham bem, hein?
O senador escalou
Enquanto Xandão e Toffoli ficam indignados com a discussão se eles podem ou não ser donos de empresas, ou fazendeiros, ou donos de resorts, o relator da CPI do Crime Organizado anda dizendo que está desconfiado de que o contrato de R$ 129 milhões da esposa do Xandão com o banco Master é de dinheiro lavado por organizações criminosas. Meu Deus do céu. Já nem sei mais o que dizer. O relator é Alessandro Vieira, o senador.
A triangulação feita pelo senador é a seguinte: fundos de investimento geridos pela Reag captavam recursos da facção criminosa e botavam no Banco Master por meio da compra massiva de CDBs. Logo, se a doutora Viviane, esposa do Xandão, foi contratada por R$ 129 milhões, isso era produto direto de lavagem de dinheiro. Penso, logo existo, BRASEW.
Sob esse argumento, é que o senador protocolou um pedido para quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório Barci de Moraes.
Direto de Santa Catarina
A deputada Caroline de Toni decidiu deixar mesmo o PL, depois que o Valdemar disse que infelizmente não vai dar e o partido vai lançar o Carluxo para o Senado e apoiar a reeleição do Esperidião Amin para a outra vaga. Aff. Cada estado elege dois senadores, e querem tirar a Carol da disputa. E olha que ela lidera as pesquisas. O caso foi resolvido hoje e nem adiantou a Michelle tentar tumultuar ao dizer que apoia a Caroline. O Valdemar não quis saber.
A conja de Bolsonaro soltou umas imagens dela e de Bolsonaro com a deputada e afirmou que ela conta com o apoio do casal.
Cara a cara com Arthuzito
E nosso supremo Dino autorizou que a Polícia Federal faça uma acareação entre o ex-dono da Câmara frigorífica, Arthur Lira, e o deputado José Rocha, do União Brasil da Bahia.
Para os perdidos: em dezembro do distante 2025, a Polícia Federal soltou a Operação Transparência. Um dos principais alvos foi Tuca, a ex-assessora de Lira na presidência da Câmara. E quem denunciou a Tuca? O deputado José Rocha, que disse para a polícia que ela era “a principal responsável pela operacionalização do chamado 'orçamento secreto'”.
Já os advogados da Câmara dizem que quem fez maracutaia com as emendinhas foi o José Rocha, durante 2024.
Mais do Master
E o Conselho Nacional de Justiça resolveu dar uma averiguada no que aconteceu no Tribunal de Justiça do Maranhão, que tirou os depósitos judiciais que estavam no Banco do Brasil e passou para o BRB. O BRB, como vocês sabem, está no meio do rolo do Banco Master, quando tentou salvar o banco do Vorcaro e aceitou a transferência de uns 12 bi em empréstimos fraudulentos.
BC calado
O Banco Central anda reclamando na imprensa (em off, claro) que está impedido de dar qualquer explicação sobre o caso Master por conta da decisão do Toffoli de deixar tudo em sigilo.
Tretas do Tarcísio
O bolsonarismo não anda muito feliz com Tarcísio (e olha que o Kassab já o chamou até de submisso a Bolsonaro). O repórter Zanini, da coluna Painel da Folha, relatou hoje que os aliados de Flavitcho estão achando que Tarcísio fez um novo ataque ao bolsonarismo depois que desligou 14 pessoas ligadas a Derrite na Secretaria da Segurança Pública. Derrite era o secretário e deve ser candidato. E ele ainda botou um desafeto de Derrite na secretaria-executiva da pasta. Aff.
E a Câmara não para
Depois de aprovar ontem aquele aumento para servidores e o regime 3x1, a discussão na Câmara hoje é sobre aumentar em 23% a verba de gabinete dos deputados. Sim, BRASEW. Gente, depois eles reclamam da imprensa. Só sei que o aumento dos servidores gerou um mal-estar geral e, hoje à noite, Hugo Motta foi comer churrasco na casa do Lula. Amanhã a gente conta o que vai dar.
Chega, BRASEW, vou ali negociar minha escala 3x3.
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