Maior treta hoje, BRASEW. A Polícia Civil de São Paulo foi atrás da dona da produtora do filme Dark Horse e da prefeitura de São Paulo por conta de uma investigação que quer descobrir se o dinheiro da prefeitura foi usado para financiar o filme do Bolsonaro. O prefeito Ricardo Nunes diz que pode ser perseguição política. Do Tarcísio? Num entendi. Flavitcho Bolsonaro deu uma segunda alternativa e disse que espera que "parte" da polícia não esteja agindo para fins eleitoreiros.


Mas que treta é essa? Vem que eu te conto.

Nota da redação: leitores nos informaram que a tradução literal de Dark Horse pode ser Pangaré Sombrio. Não resistimos.

O filmithco do Flavitcho, quero dizer, do Master, quero dizer, que conta a história do Dark Horse, digo, do Bolsonaro, está sendo feito por uma produtora que nunca fez um filme na vida. O nome da produtora é GoUP (juro que é assim parecido com golpe mesmo) e pertence à Karina Gama. Mesmo sem experiência, ela comanda um filme que só do Daniel Vorcaro recebeu 61 milhões de reais (quero dizer, até agora não sabemos se o dinheiro chegou mesmo — temos apenas a Karina dizendo que mais de 90% foi financiado pelo Vorcaro).

Karina, por sua vez, tem outras empresas e uma ONG chamada Instituto Conhecer Brasil. Esse dito Instituto ganhou uma licitação em São Paulo de 108 milhões de reais para instalar wifi na capital. Não, eles nunca tinham instalado wifi. Caso você esteja perdido, o prefeito Ricardo Nunes é ligado ao Tarcísio e ao bolsonarismo (apesar de Bolsonaro ter dado uma rateada na eleição e ficado meio na dúvida se apoiava mesmo o Nunes). Só sei que o contrato que não foi cumprido foi premiado e passou a valer 157 milhões de reais.

E agora a Polícia Civil, que é do governo Tarcísio, está investigando se o dinheiro foi parar no Dark Horse. Eis o que disse o principal delegado do caso, Antonio Carlos Silveira:

"Há suspeitas de confusão patrimonial e que recursos públicos do programa 'WiFi Livre SP' tenham sido desviados para a produção do filme por meio da utilização das contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo".

O delegado também apontou no pedido que fez à Justiça para a Operação Wifi que a Prodam, que é uma empresa pública municipal de tecnologia, cobra 230 reais por implantação por ponto e 306 reais para manutenção mensal, enquanto uma das empresas subcontratadas por Karina teria cobrado 1.800 por ponto.

E ainda teve um rolê de antecipação de 26 milhões por serviços que não teriam sido prestados.

Enfim, a prefeitura disse que a licitação foi feita dentro da lei, que a Karina ganhou porque foi a única que participou. E rolou até uma explicação sobre os preços dos pontos:

"Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022, de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês".

E você aí sem saber que negócio abrir, abre o ponto, BRASEW.

Haddad no modo Lula

Haddad, o Fernandinho Cabelo que agora está disputando o governo de São Paulo, entrou na onda do Lula. Em entrevista ao UOL, ele disse que o Tarcísio não só sabota a PEC da Segurança Pública como transfigurou todo o projeto antifacção por meio do Derrite (o ex-secretário de segurança pública que voltou ao cargo de deputado para relatar o projeto) e agora "dá apoio ao Trump em um segundo ataque ao Brasil".

A história de que esse é um segundo ataque ao Brasil está embalando a esquerda, que acredita que Flavitcho pode virar o Dudu II se a medida de tornar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho em terroristas acabar batendo na economia. Sem contar que o governo Trump também ameaça botar novas tarifas contra o BRASEW.

A terceira via

A empresa de pesquisa RealTime mostrou duas coisas interessantes hoje: que o Renan Santos do MBL é hoje o nome mais associado à terceira via e que Caiado e Zema têm mais intenção de voto em um segundo turno com Lula do que Flavitcho. Vai se criando um clima terrível.

Flopou o Gilmarpalooza?

Parece que os ministros supremos deram uma segurada e só Xandão e Gilmar Mendes apareceram para o Gilmarpalooza (não esqueçam que Gilmar permitiu que a gente chame assim). Mas pelo que me contam as fontes que todo ano vão para Lisboa, está todo mundo lá de novo nesse ano. Menos o Vorcaro, claro.

Chocada com essa notícia

Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 3,16 bilhões só no primeiro trimestre deste ano. Gente, acabou, né? É o dobro do mesmo período do ano passado. Taí um problemitcha para Lulitcha.

Os terroristas

Está o maior empurra-empurra para saber quem está ligado com o terror. No Rio, o deputado federal Alencar Santana, do PT, apresentou o que se chama de notícia de fato à Polícia Federal para que investigue qual a relação de Flavitcho Bolsonaro com integrantes e intermediários ligados ao CV. Tem uns truta do Flavitcho que podem ter trocado umas mensagens com um tal Índio do Lixão, que seria um comandante do CV.

Já o Carluxo está indignado com a direita que não reagiu à notícia de que uma empresa ligada ao PCC foi contratada durante a gestão do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Ahã, vai vendo a treta.

Chega, BRASEW. Mas aproveita e bora apoiar a Tixa. Direto no pix 49875575000147 ou assinando a news pelo link https://www.tixanews.com.br/newsletter/