Às vésperas do tarifaço que o Lula diz que não vai ter, eis que a Polícia Federal anunciou que concluiu o inquérito da Operação Sem Desconto e resolveu indiciar 48 pessoas por desviar R$ 708 milhões dos aposentados do INSS. Sim, darling, o rolê dos descontos indevidos. E o consórcio da propina tem grife para todos os gostos. Vem, que já éNoite, BRASEW.


Entre os nomes indiciados pela polícia temos membros de todas as alas. Na ala do governo Bolsonaro, foi indiciado José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência do nosso ex-mito, que é acusado de corrupção. A PF diz que ele levou R$ 550 mil. Ele já mudou até de nome. Na ala do governo Lula, quem entrou na listinha foi o Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS do atual governo, acusado de integrar a quadrilha. Lembram que esse Stefanutto é aquele por quem o Carlos Lupi botou a mão no fogo e que acabou fazendo o próprio Lupi sair também do governo?

Todos juram que são inocentes, claro.

Mas temos mais detalhes sórdidos sobre como o dinheiro dos aposentados foi gasto, de acordo com o relatório enviado ao Supremo. A quebra de sigilo dos indiciados revelou que a cirurgia plástica da esposa do chefe da Conafer (uma entidade usada no golpe) foi paga com a grana dos aposentados. Enquanto o velhinho se lasca na fila para comprar dipirona, a elite do golpe estica a pele e tira as rugas com o seu dinheiro. É o primeiro "lifting facial" financiado oficialmente pelo INSS. É a corrupção sem rugas, BRASEW.

Agora o caso está com a Procuradoria-Geral.

E lá vem o tarifaço

Lula garantiu que não vai ter tarifaço. O Itamaraty tem dito a jornalistas que acha que vai vir sim o tarifaço. Parece que saberemos hoje. O governo americano passou meses estudando supostas práticas desleais do Brasil, entre elas, a criação do Pix. Ahã, veja que popular. Os irmãos Bolsonaro que lutem para resolver essa (para os perdidos, Dudu Bolsonaro comemorou apaixonadamente a decisão de Trump, no ano passado, de tarifar o Brasil.)

Me inclua fora dessa

O Republicanos, partido do Tarcísio, do Mourão e outras pessoas, anda espalhando por aí que vai ficar neutro nas eleições presidenciais. Ahã. Vá saber as intenções. Só sei que o general Mourão, que é senador pelo partido, também disse que essa história de ficar neutro existe.

Por falar em Mourão, ele disse hoje que tem grupos dessa turma bolsonarista que não passam num exame psicotécnico. Ahã. Estamos cheios de ahãs hoje.

Outra declaração do Mourão, em entrevista que deu ao Globo, foi na jugular do Paulo Figueiredo, o neto do ditador Figueiredo e que está nos Estados Unidos junto com Dudu fazendo lobby contra o Brasil nessa história do tarifaço:

"Aquela outra idiotice que o cidadão que mora lá nos Estados Unidos disse que mulher não sabe votar. Isso é uma estupidez. Vamos combinar, né? E num país onde mais da metade das pessoas são mulheres. Não é nem tiro no pé, é amputação do pé."

Vale lembrar que Flavitcho Bolsonaro levou vários dias para dizer que não concordava com a declaração. Lembrando que sempre que vai aos Estados Unidos, Flavitcho anda para baixo e para cima com o tal Figueiredo.

Alcolumbre joga a bomba

Em meio aos novos escândalos do orçamento secreto, Davi Alcolumbre resolve lançar a bomba. O Senado aprovou hoje a proposta que muda a Constituição para criar a aposentadoria especial para os agentes de saúde. Os agentes de saúde não merecem, Tixa? Merecem, darling, o problema é que Davi sabe que isso vai estourar o orçamento público e aí o governo que lute. O ministro da Fazenda, o tal do Dario, aquele mesmo, disse que, se os congressistas não previram de onde o governo pode tirar o dinheiro, vai ser fácil contestar no Supremo.

Mais casos de família

Não é só a family Bolsonaro que se treta loucamente. Os irmãos Gomes também gostam de agitar o noticiário. A mais nova agora é que Cid Gomes, que é hoje senador, vai tentar se reeleger pela chapa do candidato do PT ao governo do Ceará. E o candidato do PT vai concorrer contra quem? Contra o Ciro Gomes. E o Ciro Gomes foi estopim para qual treta? A do Flavitcho com a Michelle.

Bola de cristal

O supremo Nunes Marques, que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral, andou propondo um selo para as empresas de pesquisa que mais se aproximarem do resultado das eleições. A associação das empresas de pesquisa reagiu dizendo que a medida é muito equivocada já que um instituto não fica tentando adivinhar resultado de eleição, mas sim tira uma fotografia do momento. "Exigir que uma pesquisa 'acerte' o resultado é confundir ciência com bola de cristal".

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