Em meio aos escândalos do Lulinha, Lula achou uma boia de salvação na narrativa política que estava dominando a campanha. Hoje a Procuradoria-Geral da República produziu a manchete do dia dizendo que o caso de Lulinha não deveria ficar no Supremo porque a representação da Polícia Federal não encontrou nenhum negócio concluído entre o grupo investigado e o poder público e ninguém com foro privilegiado. Se segura, BRASEW.
A treta é a seguinte. Os vazamentos das investigações da Polícia Federal sobre o caso do Lulinha não param, se espalhando por quase toda a imprensa. Um dos principais casos que ganharam destaque foi para o lobby para a liberação da maconha medicinal. Teve documento para o Marcola, o ex-chefe de gabinete de Lula. Teve Lulinha indo morar em Madri. Teve conversas de pagamentos de R$ 100 milhões. Teve a lobista Roberta dizendo que o Fábio é ela. Fábio é o Lulinha, darling, não se perca.
O fato é que a maconha medicinal, por exemplo, nunca foi liberada. E agora a PGR está dizendo mais ou menos isso. Ok, temos que investigar, polícia, mas até agora não tem motivo para manter o caso no Supremo porque não teve demonstração que autoridades com foro estão envolvidas. O parecer foi assinado pelo vice-procurador Hindenburgo Chateaubriand Filho no dia 6 de agosto. Vai vendo o tempo que já faz.
Para os perdidos. Qualquer investigação só deveria ficar no Supremo se envolvesse pessoas com foro privilegiado. E quem tem foro no STF? ministros de Estado, o presidente, o vice, senadores, deputados federais e o próprio procurador-geral da República.
Significa que o supremo André vai concordar com a PGR? Não, inclusive nas análises dos setoristas de Supremo a chance é considerada bem pequena. Mas o fato político já está na rua. Lula agora pode dizer que a PGR constatou que ninguém além do seu filho estiveram envolvidos no rolê. É ruim queimar o filho? É ruim, mas atualmente os filhos têm feito tanta bobagem que sabe lá como a população pode reagir a esse tipo de narrativa. Vai que cola, né? Na verdade, o ex-chefe de gabinete do Lula também estava envolvido, então vai ter que explicar isso daí também, talkey?
O Supremo
Vale também notar que o Supremo tem um bom argumento para manter o caso porque o inquérito de tráfico de influência do Lulinha começou com a investigação do roubo dos aposentados do INSS e muitos dos investigados são parlamentares, por exemplo.
Mas as mensagens
Hoje foi a vez da Veja trazer detalhes do tal inquérito. E tem uma mensagem especialmente complicada. Em uma das mensagens para um tal de Gaspar (mas não sei se é fantasma), a lobista Roberta Luchsinger (não podia ser um sobrenome mais fácil, não?) diz que o Lula teria oferecido qualquer cargo que ela quisesse no governo, mas que ela optou por ficar flanando.
E o JN?
Até agora, apesar da quantidade de vazamentos dos relatórios da Polícia Federal sobre o suposto tráfico de influência de Lulinha, o tema não ganhou espaço. Hoje o JN até falou do assunto, mas se deteve a fazer uma nota sobre o pedido da PGR de mandar o caso para primeira instância e esclareceu que é porque a procuradoria concluiu que nenhum negócio tenha sido concluído. E por que estamos de olho no JN? Porque ainda é um jornal que tem uma audiência gigantesca no país.
Enquanto isso, o Flavitcho
Flavitcho Bolsonaro prometeu a toda população que iria explicar o dinheiro do filme Dark Horse. Disse que logo o faria. Passaram-se o que? três meses e até agora nada. Aí hoje ele foi questionado por jornalistas durante agenda de campanha e o que ele disse? Que Dark Horse é página virada. Oi? Num é, não, Flavitcho. Até o Grok do Elon Musk está dizendo que não é página virada. Basicamente ele precisa explicar por que o dinheiro que ele pediu para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (pediu 134 milhões e o que se sabe é que efetivamente 61 milhões foram pagos) foi para um fundo nos Estados Unidos, criado pelo advogado do Dudu Bolsonaro, e qual foi a destinação depois disso.
A propósito, Flavitcho deu uma informação nova dizendo que a produtora do filme deu explicações para a Polícia Civil de São Paulo e que por isso era página virada. Detalhe: quem está investigando é a Polícia Federal. Por que a produtora foi se explicar para a polícia do Tarcísio?
A estratégia de Flavitcho
O filho zero um de Bolsonaro está todo trabalhado na picanha. Ele agora percorre todos os supermercados para mostrar que Lula não entregou o que prometeu. É clara a estratégia de martelar que as pessoas perderam tanto o poder aquisitivo que não conseguem nem fazer mais mercado.
Adiós, Marçal
E ainda bem que a gente deu o abre para o Marçal ontem porque hoje o Tribunal Superior Eleitoral determinou que ele não poderá ter acesso aos fundos eleitorais, não poderá participar de programas de rádio e televisão (se é que o PRTB tinha mais de um segundo), mas o principal é que ele não poderá participar de nenhum debate. Aqui a estratégia de Marçal fica capenga porque ele consegue dominar os debates.
O TSE ainda não decidiu, no entanto, se ele pode ser candidato a presidente. Só para lembrar, ele foi declarado inelegível durante a última campanha a prefeito de São Paulo por uso indevido das mídias sociais.
TARULA
E o Tarcísio foi hoje na sabatina conjunta do O Globo, do Valor Econômico e da Rádio CBN e fez a egípcia quando perguntado sobre o voto "Tarula", Tarcísio e Lula. Ele ficou discorrendo longamente sobre seus feitos e lá no fim citou o Flavitcho e na sequência acrescentou que se for o Lula também ele segue pragmático.
A Tixa chegou até você. Agora você pode dar uma forcinha pra ela chegar amanhã também.
Vale R$ 2, R$ 10, R$ 50, R$ 100. Vale o que você quiser.
Todo real importa.
PIX: 49875575000147
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