A Polícia Federal agora vai investigar para onde foi o dinheiro que Flavitcho recebeu de Daniel Vorcaro. Há suspeitas de que o dinheiro foi usado para financiar Dudu Bolsonaro nos States e nunca chegou para o filme sobre o pai. Se segura, BRASEW, que hoje é o dia do desmentido do mentido.
Flavitcho Bolsonaro foi à GloboNews dizer que era tudo ilação. Mas foi um tal de menti por causa de cláusula de confidencialidade que agora não sabemos mais se o que Flavitcho diz é verdade ou se é só cláusula contratual. Vem entender.
O disse me disse
A treta é a seguinte. Flavitcho garantiu há alguns meses que não conhecia Vorcaro, o dono do Master. Como mostrou o site Intercept ontem, não só conhecia, como mandava áudios, mensagens chamando de irmão, dizendo que estaria com ele até o fim. Tudo isso depois de pedir 134 milhões de reais para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O filme mais caro do que ganhadores de Oscar como "Ainda estou aqui". Vorcaro liberou metade do dinheiro, por meio de um fundo nos States. E aqui começa o desmentido do mentido.
Flavitcho: "Todos os recursos aportados nesse fundo, específico para produção do filme, foram integralmente utilizados para fazer o filme."
Os donos da produtora do filme, a Go Up, Karina Gama e Mário Frias: não recebemos "nem um centavo" do Vorcaro.
Se Flávio confirma que recebeu o dinheiro e a produtora diz que não recebeu o dinheiro… cadê o dinheiro? Entendeu por que a polícia desconfiou?
Mas parece que alguém se ligou e agora a produtora, que é ligada ao deputado Mário Frias, diz que quando disse que não tinha nenhum centavo do Master ou do Vorcaro, é porque o contrato foi feito com a Entre. Ah bom! Então está tudo explicado.
E quem é a Entre? Uma fintech ligada ao Vorcaro, que entre outras coisas é investigada pela polícia por lavagem de dinheiro no rolo dos combustíveis que envolve o povo do PCC. Ahã! Só isso. Só o PCC. E parece que a máfia italiana também. Ah, que bom que não foi do Master que o filme recebeu financiamento, não é? Muito melhor ser da Entre.
Mas cá entre nós, melhor do que a produtora desmentindo o mentido, foi o Flavitcho Bolsonaro explicando por que mentiu que não conhecia o Vorcaro.
"Quando eu falo, quando eu nego, na verdade, que eu conhecia, que eu tinha contato com ele [Vorcaro] é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato. Minha relação com ele era exclusivamente para o filme. Se eu falo assim 'não, eu tenho, eu conheço o Vorcaro'. A pergunta seguinte qual ia ser? 'Qual era a sua relação com ele?' Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi."
Alguém arruma uma IA pro Flavitcho? Porque obviamente nenhuma inteligência humana consegue ajudá-lo neste momento.
O dinheiro público
Flavitcho está desde ontem dizendo que não tem problema pedir dinheiro privado para um filme privado. Primeiro que a ideia era lançar o filme às vésperas da eleição. Ou seja, seria material de campanha. Segundo, que o próprio Intercept já publicou outras reportagens que mostram que a produtora também é dona de uma ONG que recebeu dinheiro de emendas parlamentares e ainda um contrato de mais de 100 milhões de reais para fornecer serviços de wifi para a cidade de São Paulo. Contatinho do prefeito Ricardo Nunes, que garante que a licitação foi feita dentro dos conformes e a ONG está oferecendo o wifi.
O pai do Vorcaro
E a Polícia Federal não para. Hoje prendeu o pai de Vorcaro, o Vorcaro Pai. Segundo a polícia, ele era o operador financeiro da Turma, aquela estrutura de vigilância e hackers etc., e continuava usando os serviços da Turma. Essa Turma é aquela mesma do Sicário. Lembram do Sicário? Que hackeou até a Interpol e que se matou assim que foi pego pela Polícia Federal de Belo Horizonte? E advinha: a operação de hoje também pegou uma delegada da Polícia Federal em Belo Horizonte que estaria repassando informações.
Quer dizer. O esquema do Vorcaro se entranhou na Polícia Federal, no Banco Central, no Supremo e no Dark Horse. O que é Dark Horse, Tixa? O filme do Bolsonaro, darling.
E o Tarcísio?
O Tarcísio mandou essa: "O Flávio imediatamente procurou dar todos os esclarecimentos, entrou em campo, falou do que se tratava, e acho que ele precisa continuar dando esclarecimentos à medida que as perguntas forem aparecendo, porque é fundamental que todo mundo tenha segurança na relação, no que aconteceu."
Ahã, claro, claro.
Sim, Flavitcho está se explicando. Só precisamos saber se ele está falando com um contrato de confidencialidade que vai ser tirado da gaveta quando for necessário.
E o Zema?
O Zema já saiu dizendo ontem que era imperdoável, um tapa na cara e que não adiantava Flavitcho criticar o PT e fazer a mesma coisa. Dudu Bolsonaro saiu em defesa do irmão e postou a lista de doadores da última campanha de Zema. Quem estava na lista? Henrique Vorcaro, o Vorcaro Pai. Sim, o mesmo que foi preso hoje.
E viram a Alerj?
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro vive plenamente seu ócio e foi assim que a Comissão de Constituição e Justiça resolveu então declarar o Porchat persona non grata. Porchat resumiu aos prantos: "me enche de orgulho". E pediu encarecidamente que os deputados estaduais votem nele na plenária para ele poder virar persona non grata oficialmente.
E o Xi?
O Donald J. Trump (J de João, juro) e o Xi Jinping estão trocando umas figurinhas lá na China. O Xi deu o recadinho: não mexa com Taiwan que vai dar ruim. Trump sorriu e saiu da reunião dizendo: a China é linda.
Chega, BRASEW, que eu preciso ali checar se eu tenho algum contrato de confidencialidade para honrar. Agora, se você quiser ter um contratinho de confidencialidade com a Tixa, pode vir contribuir para manter o jornalismo independente. É bem fácil. Direto no pix 49875575000147 ou assinando a news pelo link https://www.tixanews.com.br/newsletter/

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