O supremo André Mendonça virou peça central no jogo das eleições. É ele o relator dos casos Master e INSS que podem implodir candidaturas aqui e acolá. Resta saber se o supremo André, terrivelmente evangélico, indicado por Bolsonaro (que o abandonou no meio do processo), amadrinhado por Michelle, é o novo Moro, o novo Xandão, o novo Toffoli ou se representa ele mesmo. Se segura, BRASEW.

A Polícia Federal não anda assim lá muito feliz com o supremo André desde que ele começou, sob a desculpa de garantir a isenção dos policiais, de que cada passo da investigação passasse primeiro pelo seu gabinete. E também não queria mudanças de investigadores sem sua autorização. Quem acompanhou o caso do Master no Supremo há de se lembrar que o supremo Dias Toffoli também tretou com a Polícia Federal, queria determinar quem investigava quem, não deixou que materiais apreendidos em operações fossem para a polícia sem passar pelo Supremo. Deu no que deu, o supremo Toffoli agora se declarou impedido depois que veio à tona o caso do Tayayá (nossa, alguém ainda lembra que teve o Tayayá?).

Só sei que a direção da Polícia Federal bateu na porta da Advocacia-Geral da União para que o Jorge Messias fizesse algo. Messias, que foi indicado por Lula para ser ministro supremo, foi rejeitado pelo Senado, mas teve apoio mais do que declarado do supremo André, botou água na fervura. Ele que intermediou a conversa do supremo André com o ministro da Justiça de Lula, Wellington Lima e Silva (acho que é a primeira vez que falamos dele aqui. Foi ele que substituiu o Lewandas). O próprio Lula estava reclamando com seu ministro da Justiça por deixar essa tensão toda no ar entre polícia e supremo, sem fazer nada, justamente em um caso que investiga o filho dele.

Pelo que se noticia, o supremo André e o ministro da Justiça tiveram boa conversa, chegaram a bom termo e garantiram que vão também botar água na fervura. Só sei que o clima esquentou a ponto de todos os superintendentes da Polícia Federal divulgarem uma carta de apoio à direção geral do Andrei Rodrigues.

Já está em disputa a eleição para presidente do Congresso

Quem acha que o que está em jogo é a eleição para presidente da República, não sabe de nada. Segundo me contam algumas fontes, a escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flavitcho vai influenciar diretamente outra eleição: a da presidência do Senado no ano que vem. É, darling, o povo nem se elegeu senador ainda e já está articulando a eleição para presidente do Senado.

A escolha de Alfredo Gaspar foi uma bênção divina para Arthur Lira, nosso Arthurzito que mandou (e continua mandando, diga-se) na Câmara frigorífica. Gaspar tinha se inscrito para ser candidato a senador, o que tiraria as chances de Arthur Lira se eleger para a vaga. Temos que nos lembrar que o coordenador de campanha de Flavitcho é o senador Rogério Marinho, que há tempos mira a presidência da casa. Ah, Tixa, mas eu achei que o Arthurzito que queria ser presidente. E quer, darling, mas ele pode esperar para o biênio 2029 e 2030. Caso eleito, ficará oito anos na casa.

O vice

O que espantou o povo em geral foi Flavitcho ter escolhido um vice que está sendo investigado por um caso de estupro de vulnerável. Eles dizem acreditar na inocência de Alfredo Gaspar e que as acusações foram feitas pela oposição para minar Gaspar que era presidente da CPI do INSS e pediu o indiciamento de Lulinha.

Hoje, o supremo Gilmar Mendes resolveu fazer o caso andar e determinou que a senadora Soraya Thronicke preste mais informações sobre o caso. Foi a senadora que pediu a abertura do inquérito, segundo ela, porque recebeu denúncias. Ela terá agora 15 dias para dar mais detalhes que possam ajudar a identificar os autores das mensagens e dados sobre ligações telefônicas.

O caso STJ

Em uma decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça (um primo menos poderoso do Supremo) decidiu punir o ministro Marco Buzzi por assédio, importunação sexual e injúria contra duas mulheres. O caso ainda vai para o Supremo, mas a decisão é histórica ao definir que o ministro deve perder o cargo. Nada de aposentadoria compulsória em que magistrados vão pra casa recebendo salário.

O Cleitinho

Darling do céu, o Cleitinho já foi e voltou umas cem vezes na história de ser ou não ser candidato a governador de Minas. Uma hora ele que não queria, outra hora o partido não queria. Outra hora os dois combinaram que ele não seria. Na sequência, ele pediu de novo para ser candidato. E o Republicanos bateu o pé. Agora estão dizendo que o senador tem uma nova manobra para ainda tentar concorrer. O partido decidiu que vai lançar candidato próprio ao governo de Minas, um tal de Luís Eduardo Falcão, e Cleitinho vai tentar encabeçar a chapa junto com Falcão. O registro oficial dos candidatos acontece no dia 15 de agosto.

Parênteses nada aleatório. Só depois do dia 15 poderemos dizer com certeza quem serão os candidatos. Até lá, ainda há espaço para manobra, não só na chapa do Cleitinho como na chapa do Flavitcho também.

O Zema

Hoje foi a vez do Zema na Globonews. Basicamente ele disse que se inspira no sistema de encarceramento do ditador Bukele (que não observa direitos humanos, diga-se de passagem) na sua proposta para a segurança pública e que vai privatizar tudo, até a Petrobras. Uma proposta nada feliz porque justamente hoje a Petrobras registrou um lucro espetacular de mais de 52 bilhões só no segundo trimestre deste ano.

Trumpices

Lula sinalizou que pode falar com Trump na próxima semana. Estamos aqui aguardando. Enquanto isso, você já se inscreveu na Newsletter, já chamou um amigo para seguir a Tixa. E se ainda quiser ajudar a Tixa pelo Pix é aqui: 49875575000147


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